BOAS VINDAS

Seja bem-vindo/a ao meu blog. Leia, pesquise, copie, aprenda, divirta-se; fique à vontade e tire proveito de sua estada aqui.

Mostrando postagens com marcador descoberta centífica. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador descoberta centífica. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Leitura terapêutica



Leitura terapêutica

Biblioterapia clínica recomenda livros para aliviar sintomas decorrentes
de tratamentos de saúde, como angústia, solidão e insônia.

A leitura engrandece a alma, escreveu uma vez Voltaire. A frase do pensador iluminista mostra o potencial do livro para agregar conhecimento, abrir portas para a imaginação e servir de refúgio para os problemas diários. Entusiastas de biblioteca defendem que ler tem poderes mágicos e pode ajudar a curar. A realidade não está muito longe disso. Médicos e psicólogos indicam a leitura para aliviar sintomas de diversas patologias. A prática recebe o nome de biblioterapia clínica, definida como a recomendação de livros para aliviar angústias pessoais, estimular emoções, promover o diálogo e ajudar pessoas com insônia.
“A biblioterapia mostra um cuidado com o ser humano, que se manifesta ao ler, narrar ou dramatizar histórias”, diz a professora Clarice Caldin, do departamento de Ciências da Educação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Especialista no tema, ela explica que as narrativas literárias buscam proporcionar a catarse, considerada por alguns autores como uma purificação do corpo e da mente.
Por meio da leitura, as pessoas podem se identificar com personagens ficcionais, refletindo suas próprias atitudes. “O objetivo da biblioterapia é favorecer a expressão dos pensamentos aflitivos, como uma descarga emocional, uma purgação”, observa.

Histórias

A administradora Roseli Bassi percebeu esse potencial terapêutico da leitura e criou a ONG História Viva, que conta com um time de 200 voluntários especializados em ler e contar histórias para pacientes de hospitais. “Nosso trabalho é apaziguar os sentimentos de pessoas que estão lidando com realidades difíceis. Tiramos crianças e adultos de suas doenças ao abrir um mundo de imaginações”, afirma.
Julia Dutra, 10 anos, luta contra o câncer desde 2008. Durante alguns dias da semana, em seu quarto no Hospital das Clínicas, em Curitiba, ela recebe a visita de um contador de histórias, que lê para a menina por cerca de uma hora. No período, suas preocupações se tornam disputas entre monstros, desafios de leões e castelos de princesas. A narrativa vira uma distração, que a anima. “É uma parte do dia que adoro”, diz a menina.
Antes de sair, o voluntário deixa um recado para os pais de Julia. “É recomendado que vocês leiam para ela também, isso ajuda a fortalecer o interesse dela.” Além de distrair e relaxar, a biblioterapia por meio de contadores de histórias incentiva a aproximação com o livro.

Benefícios

Na realidade hospitalar, a leitura tira o paciente de sua rotina, de sua espera. Existem pessoas que usam livros, revistas e jornais para enfrentar a cadeira antes de serem atendidos em um consultório. “É importante que cada um saiba o tipo de leitura que o ajuda. Geralmente são as que mais agradam”, aponta Ítala Duarte, psicóloga clínica do Hospital Erasto Gaertner. O efeito terapêutico depende da disposição do paciente diante da leitura.
Um livro antes de dormir, por exemplo, pode ajudar pessoas com insônia. O médico Attilio Melluso Filho, do Centro de Distúrbios do Sono de Curitiba, diz que quanto menos alarmante e repetitiva for a narrativa, melhor a condução para a latência do sono, período que antecede o adormecer. A leitura engrandece a alma e também faz bem para a saúde.

Companhia para a solidão

Na sala de diálise da Santa Casa de Curitiba, Florisbal Costa passa algumas tardes lendo livros e jornais. Em tratamento por conta de um problema de rim há três anos, ele usa a leitura para combater a solidão. “Ler direciona o cérebro das pessoas sozinhas. Faz a gente pensar no que é bom”, diz.
Com 101 anos, o vendedor aposentado vive na companhia de uma enfermeira, que o ajuda. Há vários anos, pratica a rotina diária de ler jornais e revistas. “Assim me conecto com o mundo.” Como passa mais da metade da semana no hospital, a companhia dos livros também o mantém distraído.
A leitura é estimulada para pacientes em diálise. O médico Georgio Sfredo Bertuzzo, da Santa Casa, diz que as narrativas literárias ajudam a conter a ansiedade. Afinal, são várias horas em que os pacientes não fazem nada a não ser esperar. Costa faz a sua parte, além de ler muito, ele troca livros com outros pacientes.
Recuperação por meio de livros

Para Victor D’Ambrós, 12 anos, os livros são mais importantes do que os filmes. Prefere histórias de ação, que tenham alguma coisa a ver com os videogames que joga. A prática da leitura é bastante útil no período em que fica no hospital ou em casa, se recuperando de quimioterapias.
Victor descobriu que tem sarcoma de Ewing, um tipo de câncer que atinge os ossos, em julho do ano passado. Está reagindo bem ao tratamento, mas precisou se afastar da escola e dos amigos. “A leitura o ajuda a passar o tempo e o deixa animado”, conta a mãe, a professora Kátia D’Ambrós.
“Gosto de ler à noite, antes de dormir”, diz o menino. A ficção literária o leva para outros mundos, que envolvem vilões, guerras mundiais e as aventuras de crianças em escolas. Apesar de colocar os livros na frente dos filmes, quando não está no hospital coloca os jogos de videogame no topo da lista de preferências. O que não deixa de ser uma distração terapêutica.

Fonte: Jornal “Gazeta do povo”


quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Quanta cafeína é o suficiente para matar?




       Quanta cafeína é o suficiente para matar?







Em 2010, um britânico de 23 anos morreu por overdose de cafeína. Michael Lee Bedford consumiu o equivalente a 70 latas de energético ingerindo colheradas de pó de cafeína, que comprou pela internet.
A cafeína, consumida em doses muito elevadas, pode ser fatal. Esse estimulante é encontrado no café, alguns tipos de chás, energéticos e refrigerantes.
No ano passado, várias mortes foram ligadas ao consumo de cafeína nos Estados Unidos – cinco delas foram atribuídas ao energético Monster Energy, que é alvo de processos judiciais, e outras 13 mortes e mais 33 hospitalizações estão sendo ligadas ao energético 5-Hour Energy Shots.
A boa notícia é que seria muito difícil morrer de overdose de cafeína apenas tomando café, que é uma das bebidas mais amadas do Brasil. Especialistas afirmam que uma dose letal de cafeína equivale a 10 gramas. Isso significa quase 5 litros de café, que poderiam ser distribuídos em 100 xícaras consumidas em um curto período de tempo.

Qual é a quantia de cafeína diária segura para beber?

Com tantas mortes ligadas ao consumo excessivo de cafeína, entretanto, é difícil não pensar: afinal, qual é a quantidade segura de cafeína que podemos ingerir?
É difícil estabelecer um limite diário de consumo com precisão, porque a cafeína é eliminada de cada organismo de maneiras diversas. As variações são resultado de diferenças genéticas, sexo, e até mesmo se uma pessoa é fumante.
Para aumentar a confusão, a ciência adora café. E não é por menos – ele não só te deixa acordado e com disposição por horas, como pode fazer você viver por mais tempo, diminui a probabilidade de desenvolver câncer de próstata, pode diminuir o risco de depressão e te proteger contra doenças cardíacas.
Se você também ama café, algumas xícaras não vão te matar – você só pode chegar perto disso se tomar um galão da bebida. Beber até quatro ou cinco xícaras de café por dia, o que equivale a 400 mg de cafeína, é uma quantia segura para adultos saudáveis.
A ressalva fica para as mulheres grávidas, que não devem consumir mais de 200 mg de cafeína por dia, ou duas xícaras de café. Estudos recentes indicam que o consumo alto de cafeína por grávidas está ligado ao maior risco de aborto ou de ter um bebê abaixo do peso ideal.

Descubra quanta cafeína você ingere

Abaixo, confira a quantidade média de cafeína em cada bebida:

Café (150 ml): 60-150 mg
Café descafeinado (150 ml): 2-5 mg
Leite achocolatado (225 ml): 2-7 mg
Chá (150 ml): 40-80 mg
Coca-Cola (354 ml): 64 mg
Coca-Cola Diet (354 ml): 45 mg
Pepsi (354 ml): 43 mg


A regra geral para aproveitar os benefícios do pretinho é ser sensato e não abusar da cafeína.


quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Alimentos que curam



Alimentos que curam


Embrapa tem realizado pesquisas com hortaliças para conter diabetes, hipertensão e câncer.

Fonte: O Liberal, de 27/8/2012 - 12:41 - Saúde


Abóbora contra a diabetes, pitanga roxa para combater o câncer, alface enriquecida com ácido fólico e alho para reduzir o colesterol. Isso sem contar a melancia, que começa a ser estudada, pois há evidências de que tem substâncias úteis contra a hipertensão arterial. Toda esta safra de novos alimentos está em desenvolvimento em diversos segmentos da Embrapa e pode chegar à mesa do consumidor nos próximos anos. Ao natural ou em cápsulas.

— Depois de confirmar que a abóbora gila, produzida no Sul do país (e com gosto de melancia), contém substâncias que reduzem o açúcar no sangue, quantificamos as sulfonilureias (compostos que promovem a liberação de insulina e são utilizados em medicamentos para diabetes tipo 2) e produzimos uma barra de cereal, mas as substâncias se perderam. Fizemos então comprimidos com a mesma dosagem usada em medicamentos alopáticos — explica o pesquisador Celso Moretti, chefe-geral da Embrapa Hortaliças, cujo estudo contou com a parceria de alunos de Farmácia e Nutrição da UnB e financiamento do CNPq.
Os remédios contra a diabetes que estão no mercado têm exatamente a mesma molécula encontrada na abóbora, a glibenclamida, que quando ingerida, estimula o pâncreas a secretar insulina no organismo. Por ser natural, a cápsula de abóbora passou por um comitê de ética da UnB e, há uma semana, teve início um ensaio-piloto com 24 pessoas, entre saudáveis e pré-diabéticas, que serão divididas em dois grupos: um vai tomar o placebo, o outro as cápsulas de abóbora durante quatro meses. Até novembro, um segundo ensaio será feito com 80 pessoas. Se tudo der certo, o fitoterápico será patenteado, negociado com um laboratório e lançado no mercado.

— Isto nunca aconteceu com medicamentos, é um desafio grande e temos que trabalhar com rigor científico para assegurar a qualidade. Os médicos envolvidos calculam que a dosagem dos seis comprimidos diários de abóbora chega a 15mg da substância, enquanto que a necessidade diária para diabéticos fica entre 4mg e 23 mg diários. Resta saber como a glicose do grupo testado se comportará nesses quatro meses — diz Moretti.
Depois da abóbora gila, ele começa a testar os hipotensivos de duas qualidades de melancia, a de mesa e a forrageira, usada para alimentação de animais. E aí começa uma nova pesquisa para tentar combater a hipertensão arterial.

Alface com 15 vezes mais ácido fólico

Outra aposta, dessa vez da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, está no cultivo de uma alface crespa transgênica, que recebeu dois genes de uma planta-modelo (a Arabidopsis thaliana, primeira a ter o genoma completamente sequenciado) e, com isso, ficou enriquecida com 15 vezes mais ácido fólico, quantidade de vitamina equivalente à do espinafre europeu, que tem o maior teor já visto e é encontrado no Sul do Brasil — o mais comumente consumido por aqui é o da Nova Zelândia. O melhor é que apenas 20g da folha (duas alfaces pequenas) já têm 70% das 400 mcg diárias recomendada para adultos (grávidas têm recomendação de 600mcg a 800 mcg), sem alteração de aspecto ou sabor.
— As propriedades não se perdem depois que a alface é colhida e já observamos que, no mercado, sob luz florescente, podem até aumentar — comemora o pesquisador Francisco Aragão, responsável pelo laboratório de transferência de genes da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia.

Dieta feminina inspirou pesquisa

A pesquisa começou sob a inspiração da preocupação das mulheres com a balança. Desde 1994, há uma lei no Brasil que obriga a suplementação de farinha com ácido fólico, mas boa parte da vitamina é perdida no preparo de pães e bolos e muitas mulheres não comem esses produtos com medo de engordar. Com a alface é o oposto: a folha quase não tem calorias e é a mais consumida de toda as hortaliças no país.
— Já fizemos ensaios preliminares com coelhos e o ácido fólico no sangue dobrou em uma semana, voltando ao normal com o fim da suplementação. A partir de agora a planta passa por comitês de biossegurança para depois ser cultivada e melhorada. Nossa expectativa é dobrar esse teor nas folhas — acredita Aragão.

A força natural das pitangas

Em Pelotas, no Sul do Brasil, a Embrapa Clima Temperado desenvolve desde 2006 um projeto que usa pitangas roxa, vermelha e laranja no combate às células de câncer. Tudo começou com a visita do médico americano Michael Wargovich, que não conhecia a fruta rica em antocianinas, carotenoides e fenóis (que funcionam como anti-inflamatório nas células) e passou a estudá-la em parceria com a Faculdade de Farmácia e Bioquímica da UFRS e a Universidade da Carolina do Sul, nos EUA, onde ele conduz a parte avançada da pesquisa. No Brasil, são feitos os extratos das plantas, que depois são enviados para os EUA.
— Na pesquisa em laboratório os extratos reduziram as células cancerígenas, mas os resultados posteriores foram confusos e, por isso, os testes estão sendo repetidos — conta a pesquisadora Márcia Vizzoto, do setor de fruticultura, que também desenvolve projetos com amora e mirtilo.
A ideia é que os extratos de frutas vermelhas reduzam tumores em ratos geneticamente modificados para desenvolver formas humanas de tumores. Se tudo der certo, a pesquisa deve recomendar o consumo de pitangas como parte do tratamento contra o câncer.


Fonte: O Globo


segunda-feira, 23 de julho de 2012

Você sabe qual é o tamanho da Internet?

Você sabe qual é o tamanho da Internet?



Por Ultra Downloads em 22.07.2012 09h30


A internet realmente tem de tudo: redes sociais, páginas de conteúdo, jornais on-line, pirataria... e a lista vai longe. Diariamente navegamos através de inúmeras páginas, baixamos nossos arquivos, conversamos com nossos amigos e familiares, mas qual será a quantidade de dados que movimentamos anualmente?
Segundo a Cisco em seu relatório anual VNI (Visual Networking Index), nós movimentamos "apenas" 30,7 exabytes de dados. Isso mesmo: exabytes, 30,7 vezes de nada mais nada menos do que 1.099.511.627.776 megabytes, grande parte desse número composto de tráfego de vídeo, mídia que só tende a aumentar no futuro.
De acordo com o mesmo relatório, em 2016, 71% do tráfego total de toda a internet será composto por vídeos e conteúdos multimídia, previsão que é embasada no aumento da demanda por conteúdos via streaming, como é utililizado pelo Netflix e Youtube, quando estaremos movimentando 1,3 zettabytes, ou seja, 1,3 vezes 1.125.899.906.842.624 megabytes.
Embora também esteja previsto o aumento do uso de redes 4G, o relatório não acredita que essa modalidade de rede, que já está disponível no Novo iPad, será tão popular como previsto por outras instituições, respondendo por apenas 36% de todo o tráfego móvel durante as Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016.