BOAS VINDAS

Seja bem-vindo/a ao meu blog. Leia, pesquise, copie, aprenda, divirta-se; fique à vontade e tire proveito de sua estada aqui.

Mostrando postagens com marcador Letra de música. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Letra de música. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Construção



Construção




Amou daquela vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido.

Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima.

Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música.

E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acabou no chão feito um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público.

Morreu na contramão atrapalhando o tráfego.

Amou daquela vez como se fosse o último
Beijou sua mulher como se fosse a única
E cada filho seu como se fosse o pródigo
E atravessou a rua com seu passo bêbado.

Subiu a construção como se fosse sólido
Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo num desenho lógico
Seus olhos embotados de cimento e tráfego.

Sentou pra descansar como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo
Bebeu e soluçou como se fosse máquina
Dançou e gargalhou como se fosse o próximo.

E tropeçou no céu como se ouvisse música
E flutuou no ar como se fosse sábado
E se acabou no chão feito um pacote tímido
Agonizou no meio do passeio náufrago.

Morreu na contramão atrapalhando o público.

Amou daquela vez como se fosse máquina
Beijou sua mulher como se fosse lógico
Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
Sentou pra descansar como se fosse um pássaro.

E flutuou no ar como se fosse um príncipe
E se acabou no chão feito um pacote bêbado...
Morreu na contramão atrapalhando o sábado.



(Chico Buarque)


sábado, 17 de agosto de 2013

Quarto de mansão


Quarto de mansão
Paulo de Paula
(Letra de música)


Pelo vitrô, dentro de um quarto em minha frente,
vejo um vulto diferente, mal posso compreender...
Me aproximo de tanta curiosidade,
porque o vulto na verdade chega me surpreender.
E por de traz de uma cortina transparente,
sob luz fosforescente vejo um corpo de mulher,
que aparenta 20 anos mais ou menos,
pelo que eu estou sabendo meu carinho ela não quer.

E eu me perco diante de tanta beleza,
presente da natureza ela merece também.
Quando se veste roupa íntima elegante
com seu jeito provocante não parece com ninguém.
Se retrocede num instante tão segura,
num sorriso de ternura, beija no vaso uma flor.
Ela se curva sobre a cama lentamente
e despercebidamente ela faz cenas de amor.

No desespero de uma vida tão vazia
curte o som sem alegria em seu quarto de mansão.
Quando se perde entre o som de um toca fita,
eu a vejo mais bonita do meu quarto de pensão.

Ela contempla o seu corpo calmamente
com um gesto diferente banha o rosto abrasador.
Eu delirando no vitrô quase fechado,
num calor desesperado, quase morrendo de amor.
Discretamente sai do quarto e fecha a porta,
logo depois ela volta do banho pra se enxugar.
Ela se esconde na toalha umedecida,
sob uma luz colorida que está para se apagar.

Nessa penumbra devagar vai se deitando
suas mãos vão deslizando para o sono começar.
A luz se apaga, tudo acaba eu fico triste,
em saber que nada existe entre nós, eu vou chorar...
A luz se apaga, tudo acaba eu fico triste,
em saber que nada existe entre nós, eu vou chorar...


terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Por sua causa



Por sua causa



Eu não cometerei
Os mesmos erros que você
Eu não me permitirei
Causar a meu coração tanta tristeza...


Eu não vou desabar
Do jeito que você fez, você se machucou profundamente
Eu aprendi da maneira difícil
A nunca me deixar chegar até esse ponto...


Por sua causa
Eu nunca ando muito longe da calçada
Por causa de você
Eu aprendi a jogar do lado seguro
Assim eu não me machuco.


Por sua causa
Eu acho difícil confiar
Não só em mim, mas em todos à minha volta
Por causa de você
Eu tenho medo.


Eu perco meu caminho
E não demora muito até você mencionar isso
Eu não posso chorar
Porque eu sei que isso é fraqueza nos seus olhos...


Eu sou forçada a fingir um sorriso, uma risada
Todos os dias da minha vida
Meu coração não pode se partir
Quando não estava inteiro para começar.


Por sua causa
Eu nunca ando muito longe da calçada
Por sua causa
Eu aprendi a jogar do lado seguro
Assim eu não me machuco.


Por sua causa
Eu acho difícil confiar
Não só em mim, mas em todos à minha volta
Por causa de você
Eu tenho medo.


Eu assisti você morrer
Eu ouvi você chorar
Toda noite no seu sono...


Eu era tão jovem
Você deveria saber melhor
Do que apenas se apoiar em mim...


Você nunca pensou
Nos outros
Você só viu sua dor...

E agora eu choro
No meio da noite
Pelo mesmo maldito motivo...


Por sua causa
Eu nunca ando muito longe da calçada
Por sua causa
Eu aprendi a jogar do lado seguro
Assim eu não me machuco.


Por sua causa
Eu dei o meu melhor para apenas esquecer tudo
Por sua causa
Eu não sei como deixar ninguém se aproximar de mim.


Por sua causa
Eu estou envergonhada da minha vida
Porque ela está vazia
Por sua causa eu tenho medo.


Por sua causa
Por sua causa



Música de Kelly Clarkson